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Camellia

6 filmes que vejo e revejo

 

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Vários são os filmes que vamos coleccionando na nossa memória. Alguns, mesmo passados largos anos, perduram e mantém o encanto e a capacidade de nos prender ao ecrã. As razões são diversas, muitas vezes revemos na ficção parte da nossa realidade ou então, encontramos naquela fracção de tempo um momento ideal de distracção e entretenimento. Poderia listar mais, mas estes de que falo hoje não poderiam com certeza faltar. 

 

Na esfera do romance, elegi "Before Sunrise" e "Love Actually". O primeiro, como em muitas triologias, destaca-se dos restantes. Talvez um dos aspectos mais cativantes seja a forma espontânea, intensa e aparentemente natural (como se algo semelhante nos sucedesse) que caracteriza a paixão que surge entre as personagens. Conta também a brecha de esperança no reencontro. 

No caso do segundo, penso que ainda não encontrei uma comédia romântica que conseguisse um balanço tão harmonioso entre a comédia e o romance. A alusão à época natalícia é a cereja no topo do bolo. Sinceramente, já perdi a conta das vezes que vi este filme!


No campo da acção e drama, "Crash" enche as medidas. Diferentes cenários pautados pelo drama colidem e se interrelacionam. As problemáticas representadas são pertinentes e merecem atenção, tal como as excelentes performances.


Do lado da acção, mas com o pé avançado na ficção científica, "Matrix" foi, mesmo para quem não gosta, uma grande revelação na altura. Arrecadou legiões de fãs e ainda hoje me considero uma. Tanto o primeiro como o segundo continuam a chamar por mim quando passam na TV, para assim retornar a realidades paralelas.

 

"A.I." , apresenta uma história com uma força imensa, que nos remete para algo tão transversal como o amor e a saudade. A componente afectiva não deixa ver este filme com muita leveza, pode até depender do nosso percurso até ao momento, mas não deixa de ser comovente. 

 

Por fim, "Fight Club", também um drama (devo ter uma queda), este considero a oportunidade ideal para mergulhar numa espécie de estado de alienação, no qual seguimos atentamente a personagem central e nos deixamos arrastar pelos meandros da sua (in)sanidade. Só desaconselho a quem não tolerar cenas de violência explicita.

 

 

 

Quais os filmes que não se cansam de rever? :) 

 

 

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Festa do Cinema

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Para quem puder aproveitar, esta é uma boa oportunidade para quebrar um pouco a rotina durante a semana e ir ao cinema por um preço bem mais apelativo! Podem consultar as 500 salas aderentes e o cartaz aqui

 

Boa semana!

 

On the List

 

 

Este filme de animação em stop-motion captou a minha atenção quando vi o título “Eternal Sunshine of the Spotless Mind” associado ao mesmo. Este é sem margem de dúvida um dos meus favoritos e pensei de imediato que provavelmente esta novidade (não tão recente, data de 2015) me iria interessar.

 

Do pouco que li parece ser uma história simples em que se enaltecem momentos que ilustram o nosso quotidiano, mas que procura, como é claro, transmitir algo escondido entre meandros. As pistas deixadas no trailer deixaram-me com vontade de ver e assim também alternar um pouco, já que muitas vezes deixo os filmes de animação para segundo plano.

 

 

Já no caso de "Amy", o interesse tem como base o gosto que desenvolvi pelas suas músicas e pela incompreenssão da perda precoce desta voz singular. Gostava realmente de perceber melhor o seu percurso até a fama e ter uma noção mais concreta de como se poderá ter deixado ir.

 

 

 

 

 

Já viram algum dos dois? 

The Man from U.N.C.L.E.

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Os filmes de Guy Ritchie já nos habituaram a uma boa dose de acção e humor, este caso não é excepção.

 

Entre Berlim e Roma somos remetidos para a década de 60 em pleno auge da Guerra Fria. De modo a evitar uma catástrofe despoletada por uma organização criminosa internacional dá-se uma improvável união entre um agente americano e um agente russo. Com um estilo elegante e característico da época este filme de espionagem não só nos dá os ingredientes habituais como um lado humorístico que provem das diferentes facetas dos agentes. Assim Napoleao Solo e Illya têm de articular os seus métodos e nuances para conseguir, através de Gaby, chegar ao seu pai, aliado do regime nazi e criador das armas nucleares. 

 

Podem contar com acção na medida certa, muito charme, personagens carismáticas e ainda uma dose subtil de romance! 

 

 

 

Joy

 

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O realizador David O. Russell junta pela terceira vez três nomes sonantes: Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro. Sendo o último um verdadeiro veterano da sétima arte. Contudo a estrela da história é a actriz recentemente galardoada e como Joy Mangano volta a comprovar a sua versatilidade e talento. Tenho acompanhado com alguma atenção as suas personagens e posso crer que ainda chegará mais longe.

 

A história de Joy é iniciada pelas palavras da avó que desde cedo comprovou que já em criança denotava vontade de criar e levar a todos algo notável e inovador. Na fase adulta os planos que tinha ficaram por algum tempo em stand-by, devido a circunstâncias pouco favoráveis. Divorciada com dois filhos e com uma família algo confusa, as suas escolhas não a levaram de imediato para o sucesso. Contudo, logo percebe que precisa de arregaçar as mangas e voltar às suas criações. Ainda com alguns entraves pelo caminho, passamos grande parte do tempo na expectativa e a torcer pelo momento em que a sua invenção “Miracle Mop” será finalmente reconhecida. O filme é baseado numa história real e pretende fazer uma aproximação ao universo do capitalismo americano, mas também enaltecer um caso de resiliência. Todo o contexto da personagem facilmente causa empatia e nos faz pensar no nosso próprio esforço para alcançar objectivos, planos, sonhos...tudo o que envolva cair e voltar a levantar, talvez até repetidamente.

 

De todos os filmes recentemente lançados este era dos que não queria perder, posso dizer que correspondeu às expectativas :)

 

Por aí alguém já viu?

The Invention of Lying

 

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O meu gosto pelo cinema leva-me a escolher o primeiro filme do ano com algum critério. Desta vez segui uma sugestão que se revelou muito certeira. O filme retrata uma sociedade onde a mentira não existe, sem paninhos quentes ou seda nas palavras, não há outra hipótese se não dizer o que se realmente pensa...estão a imaginar certo? Para além do lado cómico, outros aspectos se levantam e fazem pensar que apesar da palavra mentira ter de imediato uma conotação negativa, ela está inevitavelmente presente nos nossos dias, nos mais diversos contextos.  Caso assim não fosse, teriamos muito provavelmente (mais) sérias questões a resolver no seio da sociedade. 

 

Após descobrir a sua capacidade para contrariar a verdade, Mark (Ricky Gervais) não só a aproveita para seu benefício próprio como para fazer a diferença na vida de quem precisa de alguma esperança e expectativa. Na verdade a história tem vários ingredientes, divertida, original, inteligente e ainda com romance à mistura. Anna (Jennifer Garner) é uma personagem cativante com uma beleza muito natural e apesar do seus elevados padrões, envolve-se numa bonita amizade com o protagonista. 

 

Para rir e ver o que nos rodeia por outra perspectiva ;)

 

 

 

 

 

Sobre 2015

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Não farei uma abordagem intimista e pormenorizada, mas quero destacar alguns detalhes do ano que está prestes a terminar. De forma sucinta : um espaço, um livro (desculpem, dois), uma música e um filme. 

 

 

O Pequeno Vaso de João Carneiro.jpeg

 

 

"O Pequeno Vaso" pela beleza das palavras e por quem o escreveu, depositando todo o carinho e vontade de o levar a quem se queira perder numa história de crianças que muito tem a ensinar aos adultos. 

 

 

 

O Leão da Estrela

 

 

No fim-de-semana passado também houve tempo para um cineminha. Penso que este segundo remake de Leonel Vieira não despoletou tanto alarido como a versão revisitada do filme "Pátio das Cantigas". Contudo, não deixou de ser uma boa aposta e cumpriu o expectável, quase duas horas de muita risada! O elenco é um pouco semelhante, alguns rostos repetem-se e na minha opinião as escolhas voltaram a ser muito acertadas. Como não podia deixar de ser o actor Miguel Guilherme como Anastacio presenteia-nos com mais uma performance hilariante, mas voltemos ao início! Esta história trata sobretudo de uma simples e humilde família de Alcochete que, às custas da febre futebolística do patriarca, acaba por passar um fim-de-semana em Barranco do Inferno onde se desenrolarão as melhores peripécias. Irão fazer-se passar por uma família rica e de "bem" onde todos tentam ser o que não são.

 

Para além do papel de Miguel Guilherme, as interpretações das actrizes Sara Matos e Dânia Neto são muito cativantes! No meio de toda a aventura deu para relembrar a beleza de Alcochete, quando lá passei fiquei encantada com a Vila.Sem dúvida que recomendo, podem contar com mais uma perspectiva despretensiosa e muito animada ;)